CNBC lança campanha contra abusos e maus tratos

Veio de uma aluna em escola na região Norte que relatou práticas abusivas da escola, entre elas ao final do curso levaram os alunos para 3 dais em mata, caminharam das 22 as 6 da manhã por mais de 20 km com carga e praticas constrangedoras no caminho como rastejar em lama, correr e rolar, detalhe, antes do início da marcha tiveram seus cantis derramados, alimentos confiscados e foram privados de sono, água e comida.

Ao chegarem a área de mata, cada um recebeu um pedaço de pão velho seco e duro, ainda sem água, receberam a “missão” de montar acampamento tipo guerrilha até o meio dia sob ameaça de não receberam almoço, que veio como um punhado de arroz mal cozido e sem tempero servido sob um pedaço de folha de bananeira, então oferecido ao grupo um garrafão de água exposto ao sol e o dia seguiu com outras “atividades”...

Durante a segunda madrugada foram expostos a uma chamada oral com perguntas tipo pegadinha cuja punição por erro, e todos erraram, foi a imersão em uma caixa dagua com agua e gelo da qual os alunos após 40 segundos só conseguiam sair com auxílio, a justificativa era para aprenderem o efeito de hipotermia…

O absurdo no caso é que não se expõe aluno a esforço sem preparo e condicionamento prévio e sem o acompanhamento de educador físico e se for atividade em campo, com amparo de equipe de saúde de prontidão.
Estes acampamentos guerrilha, abusivos a pessoa e descabidos a formação profissional que alguns empresários insistem em impor infelizmente são aceitos por ingenuidade e desconhecimento dos alunos que os vêm como se fosse parte natural da formação.

Já há casos de mortes confirmadas e danos diversos a alunos nestas práticas abusivas, senão criminosas, temos desde 2013 uma norma nacional do CNBC que impõe requisitos e proibições prevenindo tais praticas, mas precisamos ser incisivos em campanhas para evitar tais absurdos, mesmo porque há mais um ponto muito negativo:

Instrutores e instituições despreparadas e sem o conteúdo, materiais e equipamentos para as práticas exigidas na formação enganam os alunos dizendo que a prática ocorre ao final do curso durante os “acampamentos” sendo que cada um dos 8 módulos tem exigências práticas que não cabem em 3 ou 5 dias de acampamento, alias não há acampamento previsto em norma, então dentro da carga horaria do curso “consideram” as horas em que o aluno passa em acampamento como parte da carga pratica que deixa de ser dado nas disciplinas mínimas obrigatórias, ou seja, a formação ao final da conta esta irregular.

Fonte: CNBC